O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil
Haddad (Into) realiza pesquisa inovadora que pretende identificar a correlação
entre a genética e a possibilidade do desenvolvimento de tendinites. O estudo é
realizado por uma equipe multidisciplinar no Centro de Pesquisa em Terapia Celular e
Bioengenharia Ortopédica e envolve 140 atletas profissionais do voleibol
masculino brasileiro, com idades entre 18 e 35 anos.
Além da análise clínica feita por um ortopedista, foram
colhidas amostras de saliva de todos os jogadores, divididos em grupos que não
apresentam a doença e o outro formado por atletas que possuem tendinites.
Segundo a pesquisadora Priscila Ladeira Casado, o objetivo principal é traçar
um padrão genético inicial a ser considerado como fator de risco para o quadro
da patologia; mostrar a correlação genética e aspectos internos e externos que
possam influenciar a doença e, a longo prazo, desenvolver um método de
diagnóstico precoce aplicável na clínica prática.
“Já sabemos que as tendinites, relacionadas ao excesso da
atividade atingem de 30 a
50% dos esportistas e são motivadas não só por uma simples inflamação de origem
repetitiva. Há também os fatores que tornam o tendão por si só degenerativo. É
isso que vamos investigar. Por que uns desenvolvem a doença e outros não?”,
resume Casado.
Na prática, os resultados do estudo vão servir para
determinar programas de treinamentos personalizados, assim como traçar uma
recuperação adequada em casos da lesão, de maneira que o rendimento do jogador
não seja comprometido, já que os índices de dor e até perda da função, nestes
casos, são bem significativos.
“Acredita-se que seja possível atuar de maneira
significativa na prevenção da disseminação dos danos da região afetada. A
instituição vai ter um papel importante no que diz respeito à infraestrutura e
tecnologia científica em benefício dos atletas que farão de grandes eventos
esportivos como as Olimpíadas de 2016 que acontecerão no Rio de Janeiro”,
conclui.
FONTE: INTO
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